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Passear Contigo, Amar e Ser Feliz

CAP II - A nossa passagem por Bangkok (2/2)

08.03.19 | André Maria

 

 

Uma espécie de ressaca

 

És daquele tipo de pessoas que se levanta tão cedo nas férias como em dias de trabalho? Nós também, mas é só quando conseguimos.

Já eram nove da manhã quando chegamos à sala de pequeno-almoço do Nouvo City Hotel e aquele não era o caso. O nosso rosto mostrava um feitio tenebroso e a nossa voz não tinha poder nem dinâmica. Estávamos de rastos e as oito horas de sono não foram suficientes para saldar o crédito.

Tínhamos fome. Escolhemos uma mesa, entre mais de trinta, junto à parede com enorme painel de vidro e vista privilegiada para as traseiras do hotel. Se estivéssemos despertos teríamos conseguido ver o aglomerado de arvores da margem do canal, de água lamacenta que já conhecíamos bem, mas aquele não era definitivamente o caso.

Perdi-me opulentamente e sacie-me com gula, confesso. Havia tanta variedade e a minha barriga estava mesmo a pedi-las. Enquanto isso sabes o que comia ela? Tal como em casa, atirou-se ao pão seco e à caneca com leite. Ali, porém, até fazia sentido, porque não é fácil encontrar isso na rua.

De cara lavada, saímos do hotel e em poucos segundos negociamos um táxi até ao Grand Palace. Este era o dia destinado a conhecer os principais templos da Tailândia.

 

Um encanto real

 

Enquanto procurávamos o local de entrada no edifício lá estava outro homem a meter conversa por causa do dia da Rainha e do Grande Palace estar fechado. Já não tínhamos paciência para esses esquemas parvos e enfiamos com uma excursão de chineses pelo portão principal.

O sono tinha sido tão forte que não me lembrei que não podia entrar com joelhos à vista nestes templos. E a verdade é que só dei conta quando vi a primeira vez uma tailandesa que não sorria e mostrava feições intimidantes. Não me disse uma palavra. Simplesmente apontou para os meus joelhos e de seguida para uma loja de roupa para o efeito.

As opções para homem eram praticamente zero e acabei por comprar umas calças tradicionais de cor azul, de material elástico, super leve e confortável. Não fosse o seu padrão de cor branca, composto por elefantes e uns desenhos típicos, dar-me um ar muito alternativo e feminino, registado em todas as fotografias desse dia, eu até não tinha ficado aborrecido.

À primeira vista o Grand Palace é composto por um portão inicial, onde são adquiridos e bilhetes e fazem a triagem dos turistas, com um corredor de aproximadamente 200m delimitado por arvores de cedro altas. Do lado esquerdo do corredor vê-se um enorme campo relvado e do lado direito vários edifícios, sendo um deles a loja de roupa e outro um café, enquanto ao fundo já se vislumbra o topo dos templos de cor, dourada e formas bicudas.

Naquele dia, como em todos os outros, o Grand Palace estava lotado. Eram dezenas de grupos orientados por guias, que na sua maioria andavam equipados com microfones capazes de transmitir para os phones dos turistas. Ouvíamos falar várias línguas, mas o destaque eram os chineses. Provavelmente estávamos a cair num erro por resumirmos Coreanos, Japoneses e outras nações a chineses, mas é tudo uma questão de estereótipo.

No final do caminho esperava-nos uma revista militar seguida de uns jatos de vapor de água, que foram incapazes de nos apagar o calor, e até hoje não sabemos com certeza qual o seu propósito. Entramos no complexo sagrado, sem perder grande tempo, e demos início
à sessão fotográfica.

O espaço é sem dúvida interessante pelo misto de fascínio e ostentação que transmite. Não se trata de um único edifício, mas de vários e totalmente decorados de várias cores, com principal destaque para o dourado. Para além da imagem típica dos budas, naquele espaço existem vários representações de Thotsakhirithon, que é o demónio guardião do templo. Thotsakhirithon, que faz lembrar um palhaço assustador, pode ser encontrado várias vezes como figura de destaque, sempre de cores diferentes, e também sendo usado em tamanho pequeno como adorno de edifícios. É bem estranho e provoca destaque.

 

Era uma vez um telemóvel

 

Já lá andávamos há mais de duas horas quando pensamos que seria bom procurar no tripadvisor um restaurante para almoçar. Coloco as mãos nos bolsos das calças, nada. Revisto o e casaco e a mochila, nada. Ficamos estarrecidos e retrocedemos no tempo e espaço, todo o caminho até ali, sem sair do sítio. Era impossível encontrar o telemóvel no meio de tanta gente.  Já tínhamos entrado e saído de vários espaços e sentado para contemplar os budas ou até mesmo para tirar o calçado inúmeras vezes. Era muito difícil.

O telemóvel tinha simplesmente todos os documentos, reserva das viagens e acesso às minhas contas pessoais. Tinha em uso um cartão tailandês e não fazia ideia do número para poder ligar-lhe, mas estava certo de não ter desligado os dados moveis. Isso podia valer muito pouco se alguém me tivesse roubado e desligado o equipamento.

Resolvemos arriscar uma chamada pelo Messenger. Liguei do telemóvel da Ju para a minha conta e tocou até ao fim sem qualquer resposta. Já estávamos preparados para revistar aquele espaço enorme a “pente fino”, mas a intuição falou mais alto e fiz uma nova tentativa. Após alguns segundos ouço uma voz do outro lado. Era claramente uma mulher Tailandesa. Concluí isso porque todas as frases que ela pronunciava acabavam com um som agudo, parecido com “Khá”, como já tinha percebido ser característico. Confesso que não percebi nada do que ela disse, como seria evidente. A mulher claramente não dominava Inglês, mas lá pelo meio compreendi a palavra “water” e fez-se luz! Antes da revista pelos militares na entrada, fomos comprar uma água àquela espécie de café e certamente tinha-o deixado lá esquecido.

Expliquei a um militar o sucedido e ele deixou-me sair, colocando-me um carimbo na mão para permitir uma reentrada.

Lá estava ele, na mão da senhora, sorridente, que mesmo sem perceber uma única palavra do que estava escrito no telemóvel atendeu e conseguiu que eu percebesse onde o tinha deixado! Um verdadeiro “Kop Khun Krap” e uma vénia para esta mulher!

 

Ir a Roma e não ver o Papa é como ir à Tailândia e …

 

Pouco tempo mais estivemos ali. A aplicação indicou-nos um restaurante junto à saída e apesar das várias opções fomos bem recomendados. Com pratos tradicionais a preços acessíveis e uma aparência castiça, destacava-se a idade avançada do espaço apesar do bom estado de conservação. Era somente uma sala virada para rua, sem janelas laterais e oito mesas, em que os funcionários saiam pela parte de trás, bastante escura, para uma cozinha que não víamos nem sitiamos o cheiro. A comida à base de arroz e gambas era deliciosa e a o chá tailandês a acompanhar era fenomenal.

A parte da tarde foi de visita ao Wat Pho, que ficava mesmo próximo. Estes são sem dúvida os dois espaços obrigatórios de visita a Bangkok, mas na nossa opinião o melhor ficou para a tarde.

 

Uma curiosidade: Os turistas na Tailândia devem beber somente água engarrafada para evitar contaminações. A pensar nisso a organização do Wat Pho teve a ideia original de o bilhete de entrada incluir uma senha para uma garrafa de água grátis. Debaixo daquele calor abrasador aquela água fresca vinha mesmo a calhar.

 

O Wat Pho é o templo dos templos. Aquele que apesar de não ser tão incrível pelo exterior, esconde dentro o maior buda de todos. Falamos do Buda deitado, com 46m de comprimento e 15m de altura. Estando dentro de um único edifício é por isso difícil fotografa-lo todo numa fotografia. O edifício tem portas abertas para o exterior ao longo dos 46m de distância e os turistas amontoam-se para conseguirem melhores selfies. Uma verdadeira loucura. Este é sem dúvida o buda que menos contemplação e harmonia possibilita, mas merece a visita.

 

… não fazer uma massagem

 

Ainda confinado com este espaço existe uma escola tradicional de massagem tailandesa, onde dizem estar a origem desta tradicional massagem. Embora a Ju se negasse por completo a esta prática, devido às histórias de massagem tailandesas com outros propósitos, não resistiu e alistamo-nos para receber este tratamento semidivino.

Tiramos os sapatos e seguimos os massagistas até duas camas próximas à janela. Com toda a amabilidade colocaram os nossos pertences numa espécie de baú enquanto nos deitávamos, com roupa vestida, na posição inicial do tratamento.

Ali estivemos mais de meia hora, sendo eu massajado por um homem e ela por uma mulher. As nossas camas eram encostadas, mas nunca conseguíamos ver a cara um do outro porque os movimentos da técnica de massagem eram sincronizados. Eramos massajados com rigor e precisão e sentimos o som de todos os ossos do corpo, desde os dedos dos pés até à cabeça. A coluna gingou para todos os lados e o pescoço perdeu quase toda a tensão.

A massagem não provoca dor significante e deixa marcas nítidas de alívio no corpo. Tudo parece mais leve e mais relaxante. Bendita massagem tailandesa que só de imaginar nos consegue relaxar o pensamento! Para finalizar fomos ainda brindados com um chá tradicional frio, servido num copo plástico com palhinha, que nos acompanhou ao longo da caminhada seguinte.

 

Chao Phraya é uma rio-estrada

 

Imergidos em mercados debaixo de edifícios, de ambiente aparente duvidoso, por entre o cotidiano citadino, passávamos ao largo de tendas repletas de comércio. Se por aquelas bandas houvesse uma coisa chamada ASAE o país simplesmente parava. Ali floria o motor da economia em bancas de roupa, fruta, sedas, comida, merchandising e artesanato, sem que ninguém reparasse na higiene e limpeza. E nós apreciamos essa imagem de marca até chegar ao cais das barcas Tha Tien, que ficava na parte de trás do mercado e não era de fácil visibilidade.

Compramos os ingressos por poucos cêntimos e aguardamos o barco. Começamos a travessia do rio Chao Phraya e chegamos à outra margem em poucos minutos. Pelo meio houve o tempo de apreciar a panorâmica de Bangkok, ver que o rio era mesmo castanho e descobrir que na água o fluxo era tão caótico como nas rodovias.

Do outro lado o Wat Arun. Um monumento budista, com o formato idêntico a pirâmide, predominante cinza e branco, de vários metros de altitude, onde dizem ser possível ver refletido um dos melhores por-do-sol do mundo. Chegamos bem a tempo, conforme previsto, mas o sol resolveu fazer greve.

 

Desejos são desejos

 

Depois de sair do barco, percorremos a zona do cais e disfrutamos a área envolvente do magestoso Wat Arun. Vimos um grupo de budistas muito jovens sentados numa esplanada e comentámos que certamente estariam na idade em que é obrigatório ser monge. Foi por essa altura que ela reparou numa coisa extraordinária. Eles estavam a comer batatas fritas. Se há pessoa que evita ao máximo comer essa iguaria é ela, mas ali ela só conseguiu fixar o olhar nas batatas e lá fomos matar os desejos. Um pires de batatas, com Ketshup, e duas colas fizeram maravilhas e deixaram-nos saciados por sentir um sabor mais familiar. Coisas simples!

Apreciamos o cair da noite, mesmo com o céu carregado de nuvens, enquanto esperávamos um novo barco. Não demorou muito até o vermos atracar. Na Parte de trás vinha um jovem habilidoso que lançava uma corda à distância e encostava o barco ao cais. Depois conferia e auxiliava a entrada de passageiros. Em poucos segundos fazia o processo inverso e o barco seguia. Claramente aquele não era um barco turista, mais parecia comum autocarro de passageiros habituais.

Desta feita a viagem era um pouco mais longa e cerca de quatro apeadeiros à frente chegamos à saída que nos deixava próximos de china town.

Entrei num parque de estacionamento privado e em local escondido aproveitei para tirar aquelas calças azuis que já me ofuscavam os olhos. Percorremos toda a china town com a sensação que aquela rua era semelhante a Times New Square, mesmo sem nunca lá ter ido. Era uma rua larga, com quatro faixas, completamente lotada. Era também um passeio cheio de comércio que percorria a avenida sem qualquer intervalo. Os edifícios altos cheios de luz e decorados com painéis publicitários de grandes empresas. Sentíamos um cheiro intenso a comida, que ia variando à medida que íamos andado. Talvez oitenta por cento não fosse do nosso agrado, mas não provocava enjoo. Misturava-se ainda o fumo, principalmente dos autocarros velhos, que faziam uma nuvem de fumo negro e gás toxico, capaz de nos confundir o olfato. E assim fomos até ao portão de china gate.

 

MBK = 70x7

 

Negociamos um táxi que nos deixou mesmo à porta do centro comercial mais famoso de Bangkok. Ainda na rua, experimentamos pela primeira vez uma espetada. Parecia bem, sabia mal. Provamos outro prato, era vistoso, mas o sabor era fraco. Felizmente havia fruta e sumos naturais porque tudo o resto não era do nosso agrado.

MBK tem muitos pisos. E cada piso é dedicado a um tema. Um conceito semelhante ao El Corte Inglês, mas muito maior. O piso da tecnologia era composto por lojas de grandes marcas e também centenas de pequenas superfícies em minicontentores. Queríamos comprar dois cartões micro SD, com bastante armazenamento e rapidez e, apesar de aparentemente haver demasiadas opções de escolha, foi preciso muito tempo para encontrar. A maioria das lojas vendia produtos falsificados e apenas a gama mais básica dos cartões micro SD. Foi difícil, mas acabamos por encontrar um excelente negócio e com isso ainda trouxemos um Huawey Y9 2018, por cerca de 150€, sendo que esse modelo não saiu em Portugal e pelo que vi na altura o preço deveria rondar os 250€. Foi uma aventura excecional e o fator negociação, que não acontece nos nossos shoppings, torna tudo especial.

Estivemos até ao fim da noite a ver montras e a apreciar aquela infinidade de opções, capazes de fazer delicias de caçadores de promoções, até nos perdermos num dos pisos dedicado ao vestuário feminino que mais parecia uma feira.

Recomendamos este programa delicioso, de visita obrigatória para quem quiser comprar algo a preços mais apetecíveis.

 

É claro que chegamos ao hotel de Tuk Tuk, mas não sem antes passar no Mccdonald’s e matar a fome.

 

Um dia repleto de emoções, que agora descrito parece ocupar mais de vinte e quatro horas, mas que na verdade passou muito rápido. Foi o nosso último em Bangkok antes de voar para Chiang Mai!



Vens connosco até ao norte da Tailândia no próximo post?

 

CAP II - A nossa passagem por Bangkok (1/2)

04.03.19 | André Maria

Como pudeste perceber no Post anterior, Bangkok é uma cidade excecional e muito característica. Tem uma infinidade de atividades disponíveis para preencheres a tua estadia. Se estás a pensar viajar para a Tailândia certamente que a tua passagem por Bangkok será o ponto de entrada no país e depois seguirás para outros destinos.

Existem voos regulares internos para todo o pais, a preços muito económicos, e por isso também recomendamos essa opção!

 

Dica: Deverei alugar carro na Tailândia?

Ao contrário de outros destinos, alugar carro na Tailândia não é uma necessidade. Existem transportes públicos, económicos, em todo o lado e sem que fiques muito tempo à espera. Consegues ter uma autonomia excecional, evitando assim a confusão do transito em que te irias meter. Ah! E para não falar da condução pelo lado esquerdo que é muito confusa.

 

 

Primeiras horas na capital

 

Chegamos ao hotel, por volta das 14h00, e fomos mais fortes que o cansaço. Foi só o tempo para deixar as malas em segurança, tomar um bom banho e demos logo início à descoberta. Deixamos a porta do hotel para trás e penetramos por uma ruela junto a um canal de água, onde sentimos logo o cheiro nauseabundo, e abundante, que nos iria acompanhar ao longo do percurso.

Estávamos na parte norte da cidade, algures em Samsen Road, e o nosso objetivo era chegar ao Golden Moutain Temple, que fica a pouco mais de um quilometro de distância, e aproveitamos para comprar os cartões de telemóvel da AIS pelo caminho. (A internet com dados móveis na Tailândia é fantástica e em breve vamos postar sobre isso)

 

De passos lentos, olhares irrequietos e espanto ofegante, a cada passo eramos tocados pela curiosidade, criando impulsos de excitação e perplexidade.

Estávamos em outro mundo. Cheio de cor, de agitação e de vida.

Rimos, vários minutos seguidos, por causa do emaranhar de fios elétricos que percorriam as ruas. Um eletricista por aquelas bandas não tem uma vida nada fácil, concluímos de imediato, pois existem dezenas de cabos sobrepostos, pendorados e enrolados pelos postes de madeira.

 

Rei = Deus

 

Foram precisos poucos minutos de caminhada para perceberemos o respeito e o amor que este povo tem pelo seu rei. Que a Tailândia é uma monarquia constitucional já sabíamos, estávamos era longe de sonhar que o rei era tão venerado. Em muitas ruas e avenidas existem imagens, bem grandes, do rei e da rainha. Monumentos com fotografias de corpo inteiro, em tamanho duplicado, ornamentadas com flores, bem coloridas, e textos ilustrativos. O rei é tão valioso como um Deus na cultura deles.

E para perceberem melhor isso, imaginem que nós os dois estamos cantando Ornatos Violeta, e temos a voz de Vítor Espadinha, dizendo que a imagem do rei está “em toda a parte, nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas... Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura”. Em qualquer táxi ou tuk tuk está lá a imagem dele. Tivemos a oportunidade de a ver definida como fundo de telemóvel em várias ocasiões.

E tu não adorarias ter o Professor Marcelo o olhar para ti sempre que pegasses no teu smartphone? (Ai Conan, Conan! Até eu partia o telemóvel!)

 

Dica: Alerta Scam!

Quando estávamos próximos do Golden Moutain Temple fomos abordados por um sujeito. O fulano estava muito interessado em criar elos de proximidade. Falou-nos sobre a beleza da cidade e quis logo saber para onde íamos e de onde vínhamos. Deixamo-nos levar pela conversa e não fossem as dezenas de horas passadas a ler blogs de viagem e nós tínhamos caído na ratoeira. Como podem confirmar, por essa web fora, ocorre, próximo de templos importantes, uma frequente tentativa de burla a turistas. Basicamente consiste em nos dizerem que: “hoje é o dia da rainha! Como podes ver estão a ser usadas faixas amarelas nos templos para celebração deste dia. Por isso este templo está fechado a turistas e só pode ser visitado por residentes. Posso levar-vos a outro templo?”.

Pois bem, aconteceu-nos em duas ocasiões esta tentativa. A verdade é que ignoramos e terminamos a conversa, em ambas situações, e entramos nos templos que funcionavam normalmente. Já lemos algures que as pessoas que caem são levadas a templos falsos, com o intuito de serem roubadas. Se é verdade não sabemos, mas aqui fica mais uma dica em modo de alerta.

 

Hum! Mais que um templo

 

O Golden Moutain Temple é excecional para começares a tua visita à cidade. Tens de subir vários degraus até chegar ao topo. À medida que fores subindo a cidade ganha maior dimensão porquê está situado a bastantes metros de altitude e permite ter uma vista deslumbrante. No nosso caso também um pôr do sol magnifico.

Chegados ao topo, devemos entrar no edifício e subir umas escadas de madeira até à cobertura a céu aberto. A única coisa que ouves são os sinos. Mais de mil, mais de dez mil, mais do que isso. Uma sinfonia completa de sinos por toda a parte. Sinos de todos os tamanhos, fixados em todos os cantos tocam ao sabor do vento, que não é pouco, e agitam também uma mensagem que alguém lhes escreveu, pedindo algo ou somente deixando o seu nome.

Por poucos cêntimos podes comprar um destes sinos, que junto trás uma chapa metálica, onde podes escrever o que bem te apetecer e depois pendurar para que faça parte da sinfonia.

Acredita que dois segundos depois de estares ali, ouvindo aquele som magnifico, disfrutando o aroma do incenso, sentido mais de 30 graus de temperatura e um vento delicioso a percorrer-te a pele, não vais querer sair tão cedo. É uma paz indescritível. Nós os dois conseguimos abstrair-nos de tudo e relaxamos mais do que se tivessemos chegado à tão aguardada noite de sono, que já não tínhamos há 36 horas. Recomendamos a tua visita e sonhamos um dia com o nosso regresso!

 

Kho San Road é uma espécie de ficheiro .rar

 

Achas que na Tailândia comem, por hábito, todo o tipo de coisas, principalmente insetos!?

Nós achávamos, mas foi só até visitar Kho San Road.

 

Depois de sair do templo apanhamos um Tuk Tuk para o hotel. Aproveitamos uns minutinhos da nossa piscina, cheia de luz e jatos de água, e depois de um novo banho quente fizemos, a pé, os 600m de estrada que separam Nouvo City Hotel de Kho San Road.

Pelo caminho fomos abordados dezenas de vezes por motoristas de tuk tuk, mas queríamos mesmo caminhar e apreciar a noite. Percebes bem quando chegas ao início desta rua porque o som dos bares já se faz sentir e a quantidade de carros e motas não te deixam dúvidas.

Para quem não sabe, esta é a Rua de Santa Catarina de Bangkok. É a rua onde tudo acontece e  é conhecida pela rua dos mochileiros, devido há quantidade de turistas que percorrem o sudeste asiático de mochila ás costas e que por ali passam!

Não fazemos ideia da quantidade de comércios existentes naqueles 500m de rua, mas são muitos milhares. Diz quem por ali passa durante o dia, que está é mais uma rua movimentada repleta de comércio. Mas quem a descobre só durante a noite, como nós, não percebe que ela se transformou, quando o sol se pôs, e se encheu de extravagância, devaneios e erotismo.

Quando ali entras és abordado constantemente para experimentar o famoso “laughing gas”, que mesmo não sabendo bem o que é, apenas seguindo a tradução literal, suponhamos que seja o consumo de uma substância gasosa que provoque o riso através de alterações psíquicas. Não sabemos muito sobre isso, mas caso tenham curiosidade há muitos especialistas online a detalhar essa experiência.

Outros tipos que vão intercalando esta oferta são os do “ping pong show”. Ouvimos dezenas de vezes este nome até a Ju me perguntar: “O que é isso amor? É um torneio de ping-pong?”

A verdade é que eu li muito sobre a Tailândia antes de ir, mas fiz questão de não procurar nada relacionado com sexo e erotismo, mesmo sabendo que este é o destino de eleição a nível mundial nessa categoria.

Facilmente compreendi que aquilo era outro tipo de deporto, bem diferente do ténis de mesa, quando olhei atentamente para um cartaz e vi lá no meio a palavra “pussy” (vagina em Português).

Curioso, fui à internet e vi que era um show erótico em que as mulheres tailandesas usam o órgão sexual para fazerem uma espécie de circo acrobático e mais uma panóplia de coisas esquisitas, e tudo o resto certamente.

Neste ponto não preciso de recomendar a vossa pesquisa, mas estão à vontade! :D

Uma curiosidade sobre isto é que este show é para turistas e um tailandês só entra se for acompanhado por um turista e ele autorize. Sabem como descobri isto?

Não. Não fomos ao “ping pong show”. Mas um tailandês, muito engraçado, disse-me literalmente que eu podia ver uma mulher nua (a minha) e que queria poder ver uma também! Foi demais, rimos muito, mas o homem teve azar!

 

Lá pelo meio apanhamos uns pingos de chuva, que fizeram a Ju comprar um impermeável por poucos cêntimos, mas que apenas serviu para recordação, porque a chuva foi mesmo só uns pingos e não mandou embora o tempo quente.

 

Hum! O Pad Thai! O nosso primeiro e único Pad Thai foi ali, naquela rua. Era razoável, nada mais que isso e como toda a comida tailandesa não deixou nostalgia, mas matou a fome.

A acompanhar o prato bebemos um sumo natural de maracujá. Isso sim, uma verdadeira delícia, cheio de grãos da fruta e pequenos pedacinhos, uma obra prima que natureza semeou naquela parte do globo. Isto sem falar no ananás. No mini ananás que vimos ser descascado bem à nossa frente, ao detalhe, cortado com uma rapidez e uma agilidade ao nível de um pontuadíssimo chef, e com um sabor que jamais poderemos esquecer. Não era ácido nem extremamente doce, era quiçá o ananás melhor do mundo e que cá não conhecemos.

Depois de saciados, ficamos enojados ao olhar para as bancas repletas de insetos. Grandes escorpiões, larvas, gafanhotos e outras coisas que nem nos apetece recordar. Mas sabem como estes mercadinhos ganham a vida? Na nossa opinião, não é a vender o produto. É a cobrar para deixarem os turistas tirar uma foto! Isso mesmo! Os turistas pagam para tirar uma fotografia aos insetos numa banquinha ambulante. Reparei nisto porque quase eramos agredidos por ter tirado uma foto, sem ter respeitado essa regra que desconhecíamos! É caso para dizer que esse tipo de coisas é “para inglês ver”.

 

Depois de percorrermos os 500m de rua, descobrimos que os edifícios de ambos os lados têm comércios, como discotecas, bares e restaurantes, e para além disso verdadeiros centros comerciais com vários pisos, do tipo “el corte inglês” em que não há barreiras físicas entre as lojas. Muita coisa mesmo. Ali encontras tudo o que possas imaginar!

 

Depois de muitas voltas regressamos de táxi. Não sabemos porque porta entramos, nem se subimos de elevador ou de escadas. Não bebemos nem experimentamos nada de perigoso. Acho que foi somente o cansaço que nos fez apagar completamente!

 

Este foi o nosso primeiro dia de Bangkok, mas temos muito mais para contar e temos todo o gosto em que vivas esta viagem connosco, nos próximos posts!

 

 

Um retrato de Bangkok

01.03.19 | André Maria

Bangkok é uma verdadeira Mixórdia

 

É uma fusão de cheiros, texturas, cores e sabores. É uma multidão enorme e um modo de vida completamente diferente do nosso. A cidade está em contacto com vários canais de água imensamente poluídos que na maioria das horas cheiram a fossa. O calor é intenso e sente-se bem a humidade agarrada ao corpo. No meio de tudo isto existem vendedores de comida ambulantes em cada rua, em cada esquina em cada beco.

Passam dezenas de motas em simultâneo, um aglomerado de carros e pelo meio peões e ciclistas desenfreando pelas avenidas e por toda a parte.

Ali está a dinâmica da vida em que percebemos que somos irrelevantes, insignificantes e que nada gira em torno do nosso umbigo! O pensamento era profundo mas durou pouco.

 Vá, esqueçam o drama, em Bangkok nenhum turista é insignificante! E sabem porquê? Há mais de um taxista por metro quadrado e mais do que dois vendedores por centímetro quadrado. Estou a exagerar? É capaz. Mas acreditem que quando lá forem é com essa sensação que ficam.

E isso é do mais bonito que a Tailândia tem para oferecer!

 

Em que os tuk tuk são o corpo irrequieto da cidade

 

À medida que vais caminhando os tuk tuk e táxis vão encostando no passeio para te abordarem. E dás por ti passado alguns minutos a ignorar o “Tuk Tuk?” ou “Taxi Taxi?” que te vão perguntando. Isto se o teu objetivo for andar em Bangkok a pé.

Caso estejas mesmo interessado em apanhar um transporte publico, depois de um “yes” e dizer o local para onde vais, o segredo está em perguntar sempre um “how much?”, que em português significa “quanto custa?”

Aí entra a parte mais gira. À exceção da comida tudo é negociável. Sabem como fazem os marroquinos nos seus mercados ambulantes em Portugal? Aqui é exatamente igual. Nada tem preço definido e podemos sempre negociar, devendo começar por propor o valor mais baixo possível de forma a subir para o valor justo. No início foi um pouco estranho para nós, mas apanhamos bem o jeito pela coisa e percebemos que afinal de contas faz parte da cultura deles.

Andar de tuk tuk é super divertido, principalmente durante a noite, em que ganham mais vida enfeitados de luzes de várias cores e música bem alta. E o melhor de tudo é que fazer 5km pode custar entre 1€ e 2€ para duas pessoas. Em Portugal sentar num táxi parado deve ficar bem mais caro.

 

 

E o cheiro a comida a alma de um país

 

A comida é bem diferente da nossa, é verdade, mas mais diferente são os hábitos alimentares daquele povo. É curioso, mas a maioria das casas de Bangkok e de vários pontos do país não tem cozinha equipada. Simplesmente não preparam refeições em casa e em alguns casos nem sequer o pequeno almoço.

Isto porque comer na rua é barato, não compensando confecionar, e porque quase todas as famílias têm comércios nas ruas e não têm tempo para a culinária.

Comer na rua é por isso um hábito natural e ao fazê-lo estamos a experienciar a realidade daquele lugar mágico.

O mais estranho é ver um tailandês comer ao pequeno almoço o mesmo que come ao almoço e ao jantar. Não há o pão com manteiga e leite, nem padarias como em Portugal. Comem carne de manhã e mais umas coisas esquisitas que até nos tiram o apetite.

Não foi fácil para nós comer em Bangkok. A comida de rua não era muito do nosso agrado e não fosse a fruta ser divinal teríamos passado mal. Pode parecer estranho, mas nem o famoso pad thai nos fez comer com vontade!

 

 

As tendas cobrem-lhe a pele

 

Já imaginaram estar numa feira infinita? Fechem os olhos e estão em Bangkok! Há mercados em todo o lado. A primeira tenda vende roupa, a segunda bugigangas, a terceira comida, a quarta souvenirs… e a seguir repete tudo de novo. É assim sucessivamente e não tem fim. Os artigos são quase sempre os mesmos mas estão espalhados por milhares de barracas.

Vamos passeando, passeando, passeando e sempre encantados com as coisas, com os sorrisos e com o ambiente feliz! E quando compramos algo sentimos o carinho e o agradecimento espelhado no rosto do vendedor. Eles são todos tão felizes e sorridentes!

Aqui o poder negocial é incrível. Compramos uma tela por 1000 bahts em que o valor inicial pedido foi de 2500. E ficamos com a sensação de que se tínhamos menos dinheiro na carteira ainda ficaria mais barato!

Como os valores destes negócios são mais altos, os comerciantes usam uma estratégia infalível. Para eles é difícil dizer os valores em Inglês e para facilitar a comunicação utilizam uma máquina de calcular para digitar o preço que pretendem e de seguida dão-nos a máquina para apresentarmos a nossa proposta. É original e uma prática bem divertida!

 

Em forma de manto sagrado

 

A cada cem metros há um templo. É como se em Portugal houvesse uma igreja para cada bairro. Todos estes templos budistas são de uma beleza única. Não é preciso perceber muito de religião para sentir a paz daqueles lugares. A cidade é muito suja, mas dentro de qualquer templo a limpeza é evidente. Se fosse cá diríamos que “podíamos comer no chão”!

Como forma de respeito os sapatos são deixados à porta e devemos permanecer sentados contemplando os Budas. Mesmo sendo de outra religião, podes estar ali sentado, como nós estivemos, e embalado naquela paz de espírito orar ao deus que te convier.

A religião é fulcral na vida de todos os tailandeses. Todos os homens têm de ser monges numa fase da sua vida e preparar o seu espírito para a fé budista. Enquanto isso na maioria dos países ocidentais, todos os homens têm de se alistar no exército e de se preparar para defender o país em caso de guerra.

São ideais completamente diferentes, mas não podemos deixar de concluir que a razão está do lado de lá!

É por isso comum ver as pessoas saírem do trabalho e irem aos templos. Eles estão ali, abertos, em cada esquina e qualquer momento lhes serve para o fazer!

 

Há muito mais a dizer sobre este povo único, mas deixo para os próximos posts!

No próximo vou dizer o que fizemos durante um dia e meio em Bangkok!

 

 

 

Uma chegada épica a Bangkok

01.03.19 | André Maria

Após pisar o solo de Bangkok, foi momento de recolher as malas, que já não víamos desde o Porto, e que de forma “automatizada” nos acompanharam na mudança dos vários aviões!

Tudo correu bem e o processo de desembarque e passagem pela polícia nacional e verificação de passaportes foi normalíssimo.

Enquanto isso decorria, já tínhamos acesso à internet, através da rede do aeroporto, o que nos permitiu desde logo comunicar com a família.

Tinha lido algures na web que o melhor momento para comprar os cartões da rede tailandesa era junto à recolha de bagagem por causa do preço! (*ERRADO)

Procuramos esse terminal da AIS, vi as opções, mas não comprei porque felizmente não trazia Bahts e só dava para trocar dinheiro fora desse espaço.

 

Saímos da recolha de bagagens e demos de frente com uma loja de turismo. Um sujeito bastante simpático acenou de lá e com um bom nível de inglês chamou-nos ao seu stand de vendas.

Pois bem, inspirados pelo Pedro & Catarina que nos tinham garantido que podíamos confiar no povo Tailandês a 100%, durante um cafezinho na nossa linda vila de Castelo de Paiva dias antes, lá ficamos nós à conversa com o individuo.


Antes de vender o seu “peixe” tratou de nos perguntar qual seria o nosso hotel. Informou-nos que os taxistas do aeroporto não dominavam o inglês (verdade) e que o melhor seria colocar num papel a indicação em Thai para entregarmos ao taxista. Uma nobre atitude que conseguiu cativar ainda mais a nossa conversa, que de imediato ganhou fulgor quando nos perguntou onde queríamos trocar dinheiro e se precisávamos de cartão tailandês para comunicações.

Bem, o homem dominava mesmo a matéria!

 

Segundo as minhas pesquisas o melhor local para trocar dinheiro no aeroporto era o Super Rich. E confirmei isso, quando o homem nos deu sinal positivo e indicou que para lá chegar precisávamos de descer alguns pisos e seguir as indicações que levariam também ao Sky Train.

Quanto à rede móvel ele concordou comigo ao afirmar que a AIS tem a melhor relação preço/qualidade, mas para nosso espanto disse que não devíamos comprar no Aeroporto, mas sim numa loja na rua próxima do nosso hotel, onde o preço era mais em conta.

Por último tentou vender um Tour (passeio turístico com guia) pela cidade de Bangkok. Mas como nós trazíamos já tudo planeado não tínhamos tempo para isso tivemos de recusar. E sabem a melhor? O homem compreendeu facilmente, cumprimentou-nos e mandou-nos seguir viagem mostrando um enorme sorriso!

 

Bem, confiamos na sorte e no homem desconhecido e lá fomos nós para o Super Rich trocar Euros por Bahts.  Fácil, muito fácil . Tinham uma taxa excelente, comparado com o resto das opções no aeroporto, e apenas pediram o passaporte.

Saímos do aeroporto e seguindo as indicações do homem tiramos uma senha na central de táxis que indicava qual o táxi que nos iria levar. Encontramos um tipo sorridente (todos são na Tailândia) que nos mandou entrar e guardou as malas na bagageira. Tudo isto por gestos, porque o inglês dele, de 1 a 20, ficaria perto do nível 2. Entreguei-lhe o papel em Tailândês, que o homem nos tinha redigido e do qual percebíamos zero, e ele sorriu e soltou um “ok” e pediu-me o dinheiro. (tenho pena de não termos ficado com o papel da morada)

 

O táxi arrancou do aeroporto rumo ao nosso hotel, que ficava a cerca de 50min de distância, deambulando por este estradas cheias de fluxo, na base de enormes edifícios. O transito efetivamente é caótico por aqueles lados. Uma confusão completa, sendo que o impacto maior é o conduzir pela esquerda.

No banco de trás riamos pela confusão que isso nos causava e por entre alguns pingos de conversa muito básica, numa mistura de Português/Tailandês/Inglês/Mimica, íamos olhando a cidade ao nosso redor.

 

Mas de repente algo nos abalou.

As dúvidas surgiram na cabeça da Juliana e eram bem pertinentes. E se tudo não passasse de um esquema? E se aquele papel com morada escrita em Tailandês nos mandasse para um beco onde seriamos burlados? Bem, a verdade é que como só iriamos comprar os cartões junto ao hotel nem sequer internet tínhamos. Não fazíamos ideia onde estávamos, nem para onde íamos, nem fazíamos ideia do que estava escrito naquelas placas em Thai.

O coração parou. Respiramos fundo durante vários segundos. Apertamos as mãos e deixamos o táxi navegar sem dizer uma única palavra.

 

Foram 20 longos minutos. Mas a verdade é que o Pedro e a Catarina estavam certos. O homem parou o táxi junto ao tão aguardado Nouvo City Hotel de Bangkok. Tirou as malas da bagageira, que os funcionários do hotel logo carregaram para os quartos, saudou-nos com o tradicional obrigado em tailandês “Kop Khun Krap”, sorriu e seguiu viagem.

Ufa! Que alivio, pensamos nós entre sorrisos depois de um abraço.

 

A rececionista do hotel, num inglês perfeito, indicou-nos a loja da AIS, que era mesmo próxima e levou-nos ao quarto.

Facilmente encontramos a loja da AIS e efetivamente conseguimos poupar cerca de 200 bahts e para além disso tivemos trafego 4G Ilimitado, contrariamente ao serviço vendido no aeroporto. Excelente dica!

 

Apanhamos um susto, é certo, mas a verdade é que foram super honestos connosco e nos ajudaram mesmo à seria, sem cobrar um único cêntimo por isso!

Já estávamos maravilhados e mal tínhamos chegado

 

Dica sobre o dinheiro: Levem o máximo de dinheiro físico em Euros porque a taxa cobrada pelos bancos Portugueses para levantar dinheiro no ATM é absurda. Poupam muito em levar as notinhas na mala e trocar por Baths nas casas de cambio, evitando as taxas bancárias.

 

Bangkok é uma verdadeira mixórdia! Descobre a nossa viagem pela capital Tailandesa no próximo Post!

 

 

 

 

CAP I - A Viagem de (17/09/2018) Castelo de Paiva até (18/09/2018) Bangkok

01.03.19 | André Maria

A TAP FUNCIONOU BEM

 

Era cedo, cerca de 8h da manhã, quando chegamos ao Aeroporto Sá Carneiro. O nosso primeiro voo da viagem era Porto-Lisboa e estava marcado para as 11:30, com chegada às 12:15 à capital. Mas sabem bem que a TAP é perita em atrasar e suprimir voos, não é verdade?
O nosso seguinte partia às 14:15 de Lisboa para o Dubai e o processo ainda era moroso, por isso estávamos um pouco receosos.

Quando fomos atendidos no balcão da TAP ficamos muito encantados porque simplesmente a senhora teve a amabilidade de nos colocar no voo seguinte, que partia cerca de 30min depois, perto das 9:15, sem que tivéssemos feito qualquer pedido.

 

Por isso aqui fica a dica: Quando tiverem algum voo com a TAP para Lisboa antes de um internacional, nada melhor que chegar cedo e tentar voar num voo mais cedo. Connosco resultou!

(Ps: fizemos isto porque um amigo numa situação idêntica, viu o voo ser suprimido pela TAP e ficou mais um dia em Lisboa com tudo marcado na Rússia)

 

Houve ainda tempo para ver a equipa do FCPorto no aeroporto, antes da viagem para a Alemanha para defrontar o Shalke. Houveram por isso muitas fotos à mistura e tivemos ainda o privilégio de ligar para casa para os nossos pais nos verem na televisão!

Foi muito divertido, tal como a companhia dos nossos “motoristas privados”, Sérgio & Marta, na despedida!

 

A EMIRATES É QUALQUER COISA

 

O percurso em Lisboa foi calmo, com bastante tempo, almoçamos à vontade e sem grande história! Tal como supunha o processo de embarque na Emirates demorou um pouquinho, mas saímos à hora marcada para o Dubai. Voamos num Boeing 777-300 durante 8h. Houve tempo para apreciar a paisagem, olhar para o ecrã interativo, tentar ver filmes (sem legenda), inclinar o banco, tentar esticar (sem sucesso) as pernas, passear no corredor, experimentar pela primeira vez uma casa de banho num avião. Mas até passou relativamente rápido.

Chegamos ao Dubai à 01:10 e o voo seguinte era às 02:50. Acreditem que é preciso correr um bocadinho. O aeroporto é enorme! Tivemos de apanhar um metro dentro do aeroporto que ia superlotado e fazer muito metros de passadeira rolante. Durante o percurso conhecemos ainda um casal português que ia para Singapura!

Entramos muito rápido no avião e partimos para Bangkok. Um voo seguido de outro, sendo que este era de 6h. Ainda tentamos dormir, mas não foi muito fácil! Estávamos naquele ponto em que é difícil arranjar posição, mas somente o entusiamo fez com que o tempo fosse mais rápido que o avião e depressa chegamos à Tailândia sem qualquer percalço.

 

Eram 12:30, estava sol e muito muito calor. E ali estávamos nós, no nosso destino! Escrever isto meio ano depois ainda me leva para lá, para o mesmo sítio, para o mesmo “bafo” quente.

Ainda não tínhamos dormido desde o Porto em que já eram (6:30 da manhã) e o nosso objectivo era começar desde logo com o horário local. Por isso só íamos dormir quando fosse noite, porque senão o jet lag tomaria conta dos nossos cérebros!

 

O primeiro episódio foi encantador! Encontra-o no post seguinte :D