Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Passear Contigo, Amar e Ser Feliz

Uma chegada épica a Bangkok

01.03.19 | André Maria

Após pisar o solo de Bangkok, foi momento de recolher as malas, que já não víamos desde o Porto, e que de forma “automatizada” nos acompanharam na mudança dos vários aviões!

Tudo correu bem e o processo de desembarque e passagem pela polícia nacional e verificação de passaportes foi normalíssimo.

Enquanto isso decorria, já tínhamos acesso à internet, através da rede do aeroporto, o que nos permitiu desde logo comunicar com a família.

Tinha lido algures na web que o melhor momento para comprar os cartões da rede tailandesa era junto à recolha de bagagem por causa do preço! (*ERRADO)

Procuramos esse terminal da AIS, vi as opções, mas não comprei porque felizmente não trazia Bahts e só dava para trocar dinheiro fora desse espaço.

 

Saímos da recolha de bagagens e demos de frente com uma loja de turismo. Um sujeito bastante simpático acenou de lá e com um bom nível de inglês chamou-nos ao seu stand de vendas.

Pois bem, inspirados pelo Pedro & Catarina que nos tinham garantido que podíamos confiar no povo Tailandês a 100%, durante um cafezinho na nossa linda vila de Castelo de Paiva dias antes, lá ficamos nós à conversa com o individuo.


Antes de vender o seu “peixe” tratou de nos perguntar qual seria o nosso hotel. Informou-nos que os taxistas do aeroporto não dominavam o inglês (verdade) e que o melhor seria colocar num papel a indicação em Thai para entregarmos ao taxista. Uma nobre atitude que conseguiu cativar ainda mais a nossa conversa, que de imediato ganhou fulgor quando nos perguntou onde queríamos trocar dinheiro e se precisávamos de cartão tailandês para comunicações.

Bem, o homem dominava mesmo a matéria!

 

Segundo as minhas pesquisas o melhor local para trocar dinheiro no aeroporto era o Super Rich. E confirmei isso, quando o homem nos deu sinal positivo e indicou que para lá chegar precisávamos de descer alguns pisos e seguir as indicações que levariam também ao Sky Train.

Quanto à rede móvel ele concordou comigo ao afirmar que a AIS tem a melhor relação preço/qualidade, mas para nosso espanto disse que não devíamos comprar no Aeroporto, mas sim numa loja na rua próxima do nosso hotel, onde o preço era mais em conta.

Por último tentou vender um Tour (passeio turístico com guia) pela cidade de Bangkok. Mas como nós trazíamos já tudo planeado não tínhamos tempo para isso tivemos de recusar. E sabem a melhor? O homem compreendeu facilmente, cumprimentou-nos e mandou-nos seguir viagem mostrando um enorme sorriso!

 

Bem, confiamos na sorte e no homem desconhecido e lá fomos nós para o Super Rich trocar Euros por Bahts.  Fácil, muito fácil . Tinham uma taxa excelente, comparado com o resto das opções no aeroporto, e apenas pediram o passaporte.

Saímos do aeroporto e seguindo as indicações do homem tiramos uma senha na central de táxis que indicava qual o táxi que nos iria levar. Encontramos um tipo sorridente (todos são na Tailândia) que nos mandou entrar e guardou as malas na bagageira. Tudo isto por gestos, porque o inglês dele, de 1 a 20, ficaria perto do nível 2. Entreguei-lhe o papel em Tailândês, que o homem nos tinha redigido e do qual percebíamos zero, e ele sorriu e soltou um “ok” e pediu-me o dinheiro. (tenho pena de não termos ficado com o papel da morada)

 

O táxi arrancou do aeroporto rumo ao nosso hotel, que ficava a cerca de 50min de distância, deambulando por este estradas cheias de fluxo, na base de enormes edifícios. O transito efetivamente é caótico por aqueles lados. Uma confusão completa, sendo que o impacto maior é o conduzir pela esquerda.

No banco de trás riamos pela confusão que isso nos causava e por entre alguns pingos de conversa muito básica, numa mistura de Português/Tailandês/Inglês/Mimica, íamos olhando a cidade ao nosso redor.

 

Mas de repente algo nos abalou.

As dúvidas surgiram na cabeça da Juliana e eram bem pertinentes. E se tudo não passasse de um esquema? E se aquele papel com morada escrita em Tailandês nos mandasse para um beco onde seriamos burlados? Bem, a verdade é que como só iriamos comprar os cartões junto ao hotel nem sequer internet tínhamos. Não fazíamos ideia onde estávamos, nem para onde íamos, nem fazíamos ideia do que estava escrito naquelas placas em Thai.

O coração parou. Respiramos fundo durante vários segundos. Apertamos as mãos e deixamos o táxi navegar sem dizer uma única palavra.

 

Foram 20 longos minutos. Mas a verdade é que o Pedro e a Catarina estavam certos. O homem parou o táxi junto ao tão aguardado Nouvo City Hotel de Bangkok. Tirou as malas da bagageira, que os funcionários do hotel logo carregaram para os quartos, saudou-nos com o tradicional obrigado em tailandês “Kop Khun Krap”, sorriu e seguiu viagem.

Ufa! Que alivio, pensamos nós entre sorrisos depois de um abraço.

 

A rececionista do hotel, num inglês perfeito, indicou-nos a loja da AIS, que era mesmo próxima e levou-nos ao quarto.

Facilmente encontramos a loja da AIS e efetivamente conseguimos poupar cerca de 200 bahts e para além disso tivemos trafego 4G Ilimitado, contrariamente ao serviço vendido no aeroporto. Excelente dica!

 

Apanhamos um susto, é certo, mas a verdade é que foram super honestos connosco e nos ajudaram mesmo à seria, sem cobrar um único cêntimo por isso!

Já estávamos maravilhados e mal tínhamos chegado

 

Dica sobre o dinheiro: Levem o máximo de dinheiro físico em Euros porque a taxa cobrada pelos bancos Portugueses para levantar dinheiro no ATM é absurda. Poupam muito em levar as notinhas na mala e trocar por Baths nas casas de cambio, evitando as taxas bancárias.

 

Bangkok é uma verdadeira mixórdia! Descobre a nossa viagem pela capital Tailandesa no próximo Post!

 

 

 

 

1 comentário

Comentar post